Casa Elizabeth I

Foi em uma manhã de sábado, no mês de outubro, que voei de São Paulo à Curitiba para conhecer aquela que se tornaria a Casa Elizabeth I.

No caminho para a casa, rodamos um pouco pelo bairro, que me pareceu realmente muito belo, bem cuidado e com um bosque preservado. Logo pensei: de cercanias esta casa está bem.

Quando paramos o carro defronte à casa, confesso que a primeira troca de olhares já denunciava a essência de nossa relação. Ela rígida a me olhar com suas janelas quadradas, iluminada pelo sol da manhã (aliás estava uma manhã cinematográfica, coisa bem rara na capital paranaense), e EU ali na minha função de portador de notícias que mudariam para sempre o destino dela.

DETALHES

Este triplex localizado em um bairro residencial na capital paranaense tinha em sua versão original 220 m² de área construída. Sua composição anterior continha 15 cômodos.

No térreo estavam as salas de estar e jantar, lavabo, cozinha, quintal com uma pequena churrasqueira, tanque e a garagem. Já o primeiro pavimento era dividido em 3 quartos, sendo uma suíte principal e 2 quartos com banheiro conjunto. No segundo pavimento havia mais um quarto, uma sala com lareira e outro banheiro.

TÉRREO

Foi criada uma entrada de pedestres e outra para carros, um jardim frontal com um pequeno hall aberto na porta de entrada e a garagem para dois carros foi mantida. Além disso, foi feita uma abertura em todas as janelas, que foram substituídas por portas balcão, o que possibilitou a maior entrada de luz e ventilação. O lavabo foi reformulado juntamente com a criação de uma lavanderia fechada com cobertura de vidro. Foi usado cimento queimado branco no piso de toda a área interna.

Uma nova aérea de convívio com cobertura de vidro e lareira foi criada e também um deck interno onde antes havia um pequeno quintal.

CONVIVÊNCIA SOCIAL

O espaço de convivência social que foi agregado à casa com uma lareira, trouxe estilo do interior da Inglaterra onde as saletas do chá estavam sempre associadas a jardins de inverno e/ou estufas. Na casa Elizabeth esta saleta é vizinha de um jardim de inverno que também é uma estufa para orquídeas.

PRIMEIRO PAVIMENTO

Uma nova matemática de disposição foi trazida para este andar, possibilitando assim a criação de 2 suítes, sendo uma máster com quarto de vestir e sala de banho, compondo assim o estilo PROVENCE deste espaço, e uma segunda suíte com vista para o jardim frontal e uma saleta de banho no estilo spa.

SUÍTE MASTER

Na suíte master  há uma composição com um pequeno hall de entrada, quarto de dormir e antes onde havia uma janela, se encontra agora uma porta balcão que possibilita a visão de todo o paisagismo interno.

O quarto de vestir, uma nova concepção de closet, amplo e mais elegante. A sala de banho possui uma banheira em estilo vitoriano, deck de madeira nas duchas, piso de pedra bruta São Tomé e bancada de concreto branco.

SUÍTE HOSPEDES

A suíte de hóspedes, com vista para o jardim frontal, piso de assoalho de cumaru, possui ainda uma saleta de banho no estilo spa.

SALAS DE BANHO

As salas de banho são na verdade em grande parte a personalidade da casa.

Refeitas com a mistura sutil de revestimentos rústicos e materiais modernos, criam um estilo contemporâneo e se utilizam de opções naturais como pedras, tijolos e madeira, o que também podemos dizer que segue um conceito de Spa.

SEGUNDO PAVIMENTO

A eliminação das paredes permitiu um espaço com maior amplitude acomodando assim:

- uma área de home office e biblioteca
- uma área de estar intimo com a lareira

SALETA DE MÍDIA

A área reservada com desnível no piso (acima) possibilitou a criação de uma saleta de mídia (tv, som, etc); a retirada da pequena janela, existente anteriormente, e remoção das telhas possibilitou a criação de uma pequena sacada que favorece a ventilação e entrada de luz no ambiente.

DOS REVESTIMENTOS

Para os revestimentos usados nesta nova concepção do imóvel, foram buscadas referências nas casas da Provence e também interior da Inglaterra. Tijolos em barro rústico cobrem paredes tanto externas quanto internas, as pedras brutas (São Tomé) estão presentes tanto nas salas de banho, quanto em todo o piso do segundo pavimento.

Ao término das obras, já era chegada
a hora de trazer o meu universo e
acomodá-lo ali naquele novo espaço.

Durante o processo de personalização deste espaço, fundiram-se imagens da minha infância e cenários que vi em viagens pelo mundo. Tudo isso se materializava trazendo certo ar de Provence com um British accent. Por meio do meu olhar – que posso dizer ser peculiar – a casa Elizabeth I foi conhecendo os continentes, suas crenças, seus habitantes e suas histórias e tomando como suas cada uma das minhas lembranças.

 

Fotos: Marcelo Aniello.